la belle et la bête - ch.04

4. a orêt

       - Senhor, seu café da manhã está na mesa. - falou Youji, adentrando o quarto bagunçado de seu patrão.

       - ... ù.u - ele já se encontrava acordado, mas ainda estava com preguiça de se levantar.

       Youji abriu as cortinas e começou a dobrar as roupas espalhadas pelo quarto.

       - Eu sei que o senhor está bravo por eu ter chegado tarde ontem. ^_^" Mas foi uma boa experiência para testar suas habilidades culinárias, não?

       - YOUJI! Ò_Ó - o jovem bateu na cama. - Por que você não me conta o que aquele homem disse a você ontem?!

       Nosso amigo de cabelos esverdeados pareceu um pouco surpreso com aquela ira repentina.

       - Mas eu já lhe disse. - e abria o armário para colocar as vestes já dobradas, quando um bolo de roupas amassadas caiu sobre ele. - o_o" Ele falou que... estava descontente com sua atitude e que assim não será nada fácil manter a linhagem.

       - ... ¬¬ "Linhagem".

       - E não seria nada mau se começasse a chamá-lo de "pai" ao invés de "aquele homem". ^^ Querendo ou não, você é descendente dessa família, senhor Shawn IV.

       - Não precisa me lembrar disso. ù_ú O que eu quero saber é o que ficou decidido.

       - ... ^^?

       - Não se faça de bobo, Youji. Aquele homem (Youji: >_<") não veio brigar comigo como das outras vezes. E não acho que ele tenha desistido. ò.o

       - O senhor poderia se esforçar um pouco mais para conhecer melhor as pretendentes. o_o Quem sabe uma delas não te "suavize" mais? n_n

       A cara de desprezo de Shawn IV já respondia.

       - Bom. - Youji ajeitou mais algumas blusas. - Assim que o senhor descer vou lhe falar mais sobre a nova garota. :]

       E então, ele se retirou.

       - Riese-san tem certeza de que quer voltar para Ziarre?

       A garota sorriu, encorajando os dois companheiros, enquanto caminhavam pelo bosque.

       - Primeiro que não é "voltar", já que nunca estive lá. ^_^ E segundo, sim, pretendo ir até Ziarre. Acho que posso conseguir algumas respostas lá.

       - Que respostas? - perguntou o ratinho.

       - Desse poder estranho que ela tem. o.o

       - Que poder? >.<

       - Esse que dá a ela a capacidade de se comunicar conosco. ^.^

       - Os humanos não podem falar com a gente? o.õ

       Riese não estava prestando atenção na conversa.

       - E agora, Bokkun, pra que lado?

       Ele analisou o cheiro e a paisagem.

       - Pra direita daquela árvore! ò.ó/

       O grupinho prosseguia, guiado por Boku. As folhas secas caíam, formando o tapete avermelhado do bosque. O coração da jovem palpitava depressa. Estava ansiosa.

       Será que finalmente havia encontrado alguém que a entendesse? Talvez fosse perigoso... mas ele a salvara, certo?

       Um ponto de esperança brilhava dentro dela.


       Kylie já tinha procurado pela irmã pelos arredores da casa, mas, mesmo assim, achou melhor dar outra olhada.

       - Aquela teimosa... será que já saiu por aí e nem me chamou? - ás vezes, ele deixava bem claro que não gostava do fato de Riese passar mais tempo com Maya.

       Afinal, não era justo. Tinham sido melhores amigos até o aparecimento do animal. É claro, tudo bem elas serem amigas, mas não é só por causa disso que ele tinha que ficar excluído das brincadeiras! Era tão chato dividir a atenção da irmã.

       Entretanto, o que ele realmente queria era conversar com ela sobre o que aconteceu no dia anterior. O que será que estava havendo? O carro luxuoso ... os agentes... coisas que até então ele só tinha visto na tevê. E a mãe evitava o assunto. Estava escondendo algo com certeza. E era algo importante.

       Justo nessas horas Riese tinha que sumir! E o que significavam aquelas perguntas sobre Ziarre? Ela não teria ido até lá.

       "Daqui a pouco ela volta", pensava Kylie, desistindo da busca.

       Quando resolveu entrar, Kylie viu a mãe e a agente conversando na porta da casa. O que ela fazia ali de novo? Já estava curioso demais.

       Aproximou-se devagar e ficou escondido atrás de um pedaços de madeira encostados no muro. Falavam baixo, mas ainda era possível ouvir a conversa.

       - Deixamos o carro um pouco abaixo do vilarejo, pois ele chamava muita atenção. - falou a agente.

       - Desculpe-me, você teve que andar até aqui debaixo desse sol, e com essas roupas... entre, eu preparo algo para beber.

       - Não, não tenho tempo. Só vim para saber se está tudo certo. Você tem certeza da sua decisão?

       - Sim. Mas eu não pretendo contar a ela.

       - Não é problema. Hoje, então?

       - Está bem.

       Despediram-se. E quando a agente saía, Kylie viu que o mesmo espírito estava lá, próximo a ela. E o espírito a acompanhou na descida... com os movimentos de ambos perfeitamente sincronizados.

       Algo não estava certo. "Ela"? Quem? Estava com um mau pressentimento.

       - Eu estou com um mau pressentimento, Riese-chan! >.< - disse a raposa, quando chegaram na linha-limite.

       - Já estamos longe demais para retornar. - tentava ser firme, mas Riese também estava com medo.

       Ela deu o primeiro passo dentro da floresta. Maya e Boku a seguiam cautelosos. O caminho de terra permanecia "limpo", apesar das folhas de Ziarre também estarem caindo por causa da estação.

       - Riese-san, mesmo que esteja de dia, acho bem provável que mais pro centro da floresta esteja bem escuro e... podemos nos perder! x.x - Boku também estava assustado.

       A floresta estava envolta por uma estranha neblina que atrapalhava ainda mais a visão. Durante todo o caminho, a raposinha implorava para que saíssem dali.

       - Vamos voltar! >.< - pedia Maya. - A gente nem se preparou direito para vir.

       Riese parou, e viu que os dois amigos estavam mesmo apavorados.

       - É, tem razão. - ela se dava por vencida. Nem tinham andado muito, mas...

       Maya ficou bem feliz, e correu para a saída. Na falta de atenção, prendeu a pata traseira num grande ramo caído e bateu com tudo numa árvore. De lá saíram inúmeros morcegos, que estavam cochilando tranqüilos. E ninguém fica de bom humor quando é acordado de uma boa soneca, então os bichinhos voadores começaram a atacar.

       Nossos amigos correram o mais rápido que puderam, sem tempo de pensar ou olhar pra trás. Em questão de minutos, Riese se viu novamente fora da floresta, aonde os morcegos não ousaram ir. Logo após, Boku também saiu.

       Os dois tomavam fôlego e esperavam pela outra companheira. Contudo, passado um tempo, ela ainda não havia dado sinal. Poderia ter se perdido. Assim que Riese deu um passo à frente para buscar a amiga, um barulho ensurdecedor partiu de dentro de Ziarre!

       O estrondo deixou a garota assustada.

       - MAYA!! - ela se dirigiu correndo para a floresta, mas Boku entrou em seu caminho.

       - Riese-san! Não vá até lá, agora é perigoso!! Esse é o sinal! - disse o rato.

       - Mas a Maya... a Maya...

       - Por favor, me escute, Riese-san! Vamos ir embora por agora e depois voltamos mais preparados! Agora é realmente perigoso!

       O olhar de Boku era firme. Riese fez um grande esforço para confiar na proposta do ratinho. Levou a mão ao peito e respirou fundo.

       - Está bem...

 



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