la belle et la bête - ch.01

1.  a   ête

     -Eu já disse que não quero!! - foi o grito que ecoou por toda a densa floresta de Ziarre, afugentando as aves que estavam antes tão tranqüilas.

     O ressonante protesto teria saído de dentro do castelo negro, localizado no centro de Ziarre. Um viajante poderia facilmente chegar até lá, pois havia uma estrada que encaminhava até o imenso portão de ferro. Mas poucos se atreveriam a cometer tal ato. Qualquer um poderia sentir a aura sinistra que emanava na floresta, fora a distância entre a mesma e o vilarejo mais próximo. Ver tal cenário escrupuloso não valeria as horas de viagem. ô_o

     Talvez esses fossem o motivos que mantinham as pessoas afastadas da floresta, e assim, do castelo. Um castelo ao melhor estilo britânico, grande, grande, bem grande! O_O Ficava em um dos únicos pontos de Ziarre que ainda recebiam luz solar, mas a iluminação não era muito útil já que o próprio lugar era sombrio e fechado.

     E, passando pelo portão e adentrando a porta cheia dos menores detalhes, encontrava-se um grande salão de entrada. A escadaria principal ficava à cerca de cinco metros de distância da entrada, com o caminho percorrido por um longo tapete de coloração desbotada e já desfiado. Poderia-se escolher também seguir à direita ou à esquerda (onde estavam, entre outros cômodos, a cozinha e a sala de jantar), mas para não enrolar muito, vamos subir as escadas. Com muitos andares, corredores, escadarias e portas, o castelo era um verdadeiro labirinto. Mas bastava seguir a escadaria principal para chegar à maior porta de todas. Lá estava o lugar mais importante do castelo.



     O banheiro.



     Tá bom, tá bom, eu não me contive. u_u Só tava brincando.

     Era o quarto do dono do castelo, refletindo bem sua personalidade: frio, relaxado, desorganizado. E lá estava ele, sentado em sua poltrona, com seu pijaminha preto (hohohoh). Um jovem de cabelos e olhos negros, apresentando uma bonita feição e um péssimo caráter.

     -Saia daqui! Sua presença me incomoda.- disse ele, a uma mulher.

     Ela, trajando uma blusa e minissaia, tentou sorrir para agradá-lo.

     -Espere - pediu ela, tentando pegar no rosto do rapaz. - quem sabe você mude de idéia se...

     -Não ouse me tocar!!

     E, voltando à calma (?) e fixando-a bem, proferiu entre dentes:

     - Imunda.

     Essa última palavra a afetou gravemente, de forma que saiu em disparado do castelo, carregando sua bolsa e gritando:

     - SEU... SEU RIQUINHO METIDO À BESTA!!!

     O empregado do castelo, que havia aberto a porta para a saída da dama, observava surpreso a raiva daquela que parecia tão amável no início.

     -Riquinho metido à besta? Eu nunca me casaria com alguém que pensa assim.

     Ele virou para trás e viu que era seu patrão que dizia essas palavras, já de jeans e abotoando a camisa.

     - Ah, o senhor já desceu? E já trocou de roupa também. ^_^

     Diferente do rapaz de modos grosseiros, seu empregado possuía uma expressão gentil, com seus cabelos azuis presos com uma fita, e a vista corrigida por um óculos. Gostava muito de usar uma cartola e um par de luvas. Via-se claramente que aderia ao estilo EGA (sim, eu acho lindo >D).

     - Bom- disse ele, sorrindo. - A culpa não é bem dela de pensar assim.

     - O que quer dizer, Youji? - perguntou, mal-humorado, o jovem.

     O nosso aristocrata não se deixou intimidar pelo olhar irritado do seu 'patrão', já que convivia com isso há muito tempo.

     - Com todo o respeito, senhor... sua atitude não ajuda muito.

     - ...vou fingir que não ouvi isso. u_u

     - ... "

     Também já estava acostumado ao seu jeito orgulhoso.

     - De qualquer forma, já é a quinta pretendente que o senhor rejeita... - O homem de cabelos azulados parecia inseguro - Não sei mais o que dizer ao seu pai.

     - Diga que pare de procurar garotas que querem impressionar com decotes. - respondeu o outro friamente, vestindo um casaco.

     - Mas, senhor...

     - Vou dar uma volta, não venho pro almoço. - O jovem já saía.

     - Senhor, mas e o seu...!

     Tarde demais, a porta se fecha bruscamente.

     - ...pai...?

     Youji encarou a porta por mais alguns segundos. Então, sorriu.

     - Bom... hora de voltar ao trabalho!



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